Talvez, você já tenha dito ou pensado, “tomara que esse policial morra”, “que policial arrogante”, “quem é você seu policialzinho?”, “você sabe com quem você tá falando?”. Porém, acredito que poucas ou nenhuma vez você deve ter agradecido por ter tido uma noite tranquila de sono enquanto eles faziam as rondas em sua rua, por tê-lo visto correr em meio a multidão com uma pessoa em seus braços tentando salvá-la, por ter passado o natal em sua viatura enquanto você e a vossa família deliciavam-se na festa em casa, ou até por ter feito frente em uma troca de tiros contra bandidos.
Nós somos homens e mulheres que muitas vezes por destino, por escolha ou por acaso, abraçamos uma das melhores e ao mesmo tempo piores profissões do mundo; nós literalmente trocamos, doamos as nossas vidas ao bem de outras, mesmo que as vezes façamos isso obrigados.
Nós choramos sim, sentimos dores, erramos, somos filhos e filhas, pais e mães, esposos e esposas, cunhados e cunhadas… Nós também somos gente, e sofremos muito a cada morte de nossos outros irmãos por mais longe que estejam, mesmo não os conhecendo. Nós também votamos, pagamos nossos impostos como qualquer outro CIDADÃO, não somos de aço, cansamos também, suamos e sangramos. Para nós, apenas o DEVIDO respeito nos basta, para nós a vida é tão importante quanto o ar que respiramos, para nós os sorrisos dados nunca serão esquecidos.
Ser policial é saber a hora de sair e não ter nunca como dizer a hora que vai ou se vai retornar. Nós, somos tão gente quanto você que lê esse depoimento agora.
Que Deus possa cobrir todos os colegas nossos onde quer que estejam, que possa confortar as nossas famílias e nos manter sempre alertas, que possa ter misericórdia da alma daqueles que se doaram e que possa trazer paz as famílias que perderam esses HOMENS E MULHERES que também são gente.

Autor: Desconhecido

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PENSAMENTOS DE UM SOLDADO POLICIAL

Um dia, andei de viatura policial, andei de Fusca, Veraneio V6, Opala, Ipanema, Blazer, e as poderosas, mas nem tanto as Hilux…
Andei fardado pra cima e pra baixo, com cinto que tinha apenas um revólver canela seca com cinco munições no tambor, 12 de recarga e uma algema.
Não havia pistola .40 com 15 cartuchos mais dois carregadores sobressalentes, radio digital, poderosas lanternas, celular, nem tão pouco colete.
Fui policial quando da antiga Constituição, cabos e soldados não podiam votar. E o cidadão tinha direitos até de ir e vir, e bandido tinha o direito de puxar cadeia.
Prestei continência, cantei o Hino Nacional, da Bandeira e da Infantaria e da Polícia Militar. Patrulhei, tirei guarda, fiz faxina, puxei pernoites, pagava 10, 20… Ficava de serviço por horas, sem ir embora pra casa.
Em meu serviço aprendi muito sobre honra, retidão, respeito, confiança e companheirismo. E que as más críticas acertam as pessoas de caráter e não a quem deveria acertar. E as críticas verdadeiras te ajudam a crescer.
Aprendi que o poder nem sempre está com quem deveria. Aprendi também que armas não geram violência e flores não trazem a paz. E sim, a intenção das mãos que as carregam. Aprendi que devemos respeitar pai e mãe. Que a família é a base da educação. Aprendi que devo crer em DEUS, e não em igreja, e que ele nos ouve quando falamos com ele.
Hoje estou quase encostando minha farda. Algumas fotos já amareladas pelo tempo, me acertam o peito e fazem meus olhos jorrarem. Minha garganta já está sufocando por um nó da saudades de meus verdadeiros amigos, mas lembro que a minha Missão já foi cumprida.
Que minhas batalhas em viaturas super equipadas já não são mais minha realidade.
As noites na guarda vão ficar na lembrança e os amigos de companhia em meu coração.
Logo mais não usarei farda, nem a lua será nossa companheira, nas noites frias. Logo não prestarei mais continência, nem farei ordem unida, nem aula de tiro!
Mesmo assim, minha alma nunca deixará de ser de um Soldado!…

  • Autor: Sargento Galesco